Clubes, , — Sábado, 11 Setembro 2010, 23:27 — 0 Comentários

Leis do Jogo de Futsal (2010)

A Associação de Futebol de Aveiro organizou este sábado uma sessão de esclarecimento relativa às Alterações nas Leis do Jogo de Futsal. Na palestra destinada aos clubes, marcaram presença cerca de três dezenas de pessoas, essencialmente treinadores e a participação ficou um pouco aquém do esperado. A sessão de esclarecimento foi dirigida por Fernando Jorge, Coordenador de Apoio Técnico da Federação Portuguesa de Futebol, e, apesar de ter sido naturalmente menos minuciosa do que a destinada aos árbitros, revelou-se bastante proveitosa para todos os técnicos participantes.

Da referida reunião, fica o seguinte resumo e as explicações às principais alterações:

LEI 6 – ÁRBITROS ASSISTENTES
“O terceiro árbitro deverá entregar um documento aos elementos oficiais de cada equipa antes do início de cada parte de jogo através dos quais podem solicitar tempos mortos e deverá recolher esse cartão no final de cada parte, se não tiver sido solicitado qualquer tempo morto”. Só se o treinador/delegado entregar o respectivo cartão é que a equipa tem direito ao minuto de desconto de tempo.

LEI 7 – DURAÇÃO DO JOGO
Certamente a alteração que vai levantar mais polémica em 2010/2011. O fim de cada período de jogo é anunciado pelo apito do árbitro, após o sinal acústico do cronómetro.

O período de jogo é prolongado se “tiver de ser executado ou repetido um pontapé da marca da grande penalidade, um pontapé da segunda marca de grande penalidade ou um pontapé-livre directo”. Caso, mesmo que soe a buzina, a bola seja pontapeada na direcção de uma das balizas, o árbitro deverá esperar que o remate surta efeito (vá à baliza ou saia da superfície de jogo) para dar por terminado o período.
Ou seja, nestas circunstâncias, é considerado golo se: i) a bola entrar directamente na baliza; ii) a bola tocar no guarda-redes e entrar na baliza; iii) a bola ressaltar no solo e entrar na baliza; iv) a bola ressaltar no poste ou na trave e entrar na baliza. Não é considerado golo se, por exemplo, a bola tocar no guarda-redes, ressaltar no poste ou na trave e entrar na baliza.

LEI 12 – FALTAS E COMPORTAMENTO ANTIDESPORTIVO
Nas faltas punidas com pontapé-livre directo, há duas ligeiras alterações em duas das sete faltas que originam um pontapé-livre directo. Numa delas, deixa de ser falta o “tentar passar uma rasteira a um adversário”. Noutra, é punido o tackle deslizante que seja praticado sobre o adversário, sendo que qualquer outro tipo de tackle deslizante é permitido.

No que se refere ao guarda-redes, já se sabe que este não poderá “depois de jogar a bola, tocar-lhe novamente na sua própria metade da superfície de jogo, após ter sido deliberadamente pontapeada por um colega de equipa sem ter sido jogada ou tocada por um adversário”. Se cometer a infracção acima referida, será marcado um pontapé-livre indirecto no local onde a falta foi cometida. Isto é, dando a bola a um companheiro, o GR só pode voltar a jogá-la no imediato se se encontrar no meio-campo ofensivo.

Quanto às faltas passíveis de advertência, salientam-se as recomendações que os árbitros terão para advertir os jogadores que retardem o recomeço do jogo (principalmente no caso dos guarda-redes), para advertir dos jogadores que se manifestem contra as decisões da equipa de arbitragem e para advertir ou chamar a atenção dos jogadores que festejem algum lance “na cara” dos adversários.

LEI 15 – PONTAPÉ DE LINHA LATERAL
Outra inovação. A partir de agora, não é necessária tanta precisão na posição onde o executante pode fazer a reposição de linha lateral. Desde que a bola se encontre imóvel, a reposição pode ser executada no ponto onde a bola saiu ou mesmo fora da superfície de jogo, desde que a uma distância de 25 centímetros desse ponto. Ou seja, é permitida a execução de um pontapé de linha lateral com a bola em cima da linha ou ligeiramente fora da quadra; à frente da linha (para dentro da quadra) é que não. “A bola é considerada em jogo logo que entra na superfície de jogo”, refere a lei.

LEI 16 – LANÇAMENTO DE BALIZA
Nas infracções e sanções, se o guarda-redes executar o lançamento de baliza e, de seguida, jogar a bola com os pés sem que esta tenha tocado num adversário, haverá lugar a um pontapé-livre indirecto no local onde a falta foi cometida. Se o GR executar o lançamento de baliza e, de seguida, voltar a agarrar a bola sem que esta tenha sido tocada por um adversário, devem distinguir-se duas situações:
i) se o GR tocar a bola com as mãos fora da área, a sua equipa será punida com um pontapé-livre directo e a falta será acumulada; ii) se o GR tocar a bola com as mãos dentro da sua área, a sua equipa será punida com um pontapé-livre indirecto.

LEI 17 – PONTAPÉ DE CANTO
A principal alteração prende-se com a regra dos 4 segundos. Se o pontapé de canto não for executado dentro do período dos 4 segundos, reverte num lançamento de baliza concedido à equipa adversária.

PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES
A numeração de 1 a 15, que irá ser adoptada nos Nacionais mas ainda não irá ser adoptada pela A.F. Aveiro nas competições distritais, justifica-se com a sinalética do árbitro para a mesa do cronometrista, nomeadamente para identificar o número do jogador (página 73 do documento em anexo da FIFA).

Relativamente ao equipamento dos jogadores, é necessário algum cuidado aquando da utilização do GR volante ou GR avançado. Não é permitido, em caso algum, que os jogadores joguem sem número na camisola ou com uma camisola virada do avesso. A camisola do GR volante tem que ser diferente da dos companheiros de equipa e adversários e tem que ter número, nem que seja feito com fita adesiva. O número do jogador que será utilizado como GR volante deverá ser comunicado ao árbitro antes do início da partida, sob pena de existir advertência no momento da sua utilização.

Para mais informações:
F.P.F. – Leis do Jogo de Futsal 2010/2011
Alterações e Recomendações da A. F. Coimbra
Alterações e Recomendações da A. F. Coimbra

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